Fobia social: você quer sair de casa, mas tem medo de estar com as pessoas.
Você vê as pessoas saindo, encontrando amigos, criando lembranças. Também queria estar lá. Mas só de pensar em chegar a um lugar onde não conhece ninguém, já começa a sentir medo.
E se eu não souber o que falar? E se eu fizer alguma coisa errada e todo mundo perceber?
Você acaba ficando em casa. Ou vai, mas passa o tempo todo querendo ir embora.
Continuar a leituraVocê chega ao lugar. E fica no carro.
Lá fora, você ouve pessoas rindo com os amigos. A porta está do seu lado. Mas você continua ali, tentando criar coragem para fazer algo que parecia simples antes de chegar.
Não é preciso ter uma plateia. Pode ser entrar num lugar e precisar falar com alguém que você não conhece. Explicar alguma coisa na recepção. Pedir uma informação sem ficar pensando se vão rir de você.
Até quando alguém da sua família precisa de ajuda, o medo pode aparecer: e se eu não souber explicar? Você quer ajudar, mas começa a imaginar tudo o que pode dar errado antes mesmo de chegar.
Você conseguiu ir. Mas queria conseguir aproveitar.
As pessoas estão sendo legais. Querem conversar com você. Mesmo assim, você fica tentando descobrir se está reagindo do jeito certo, se estão gostando do que diz, se perceberam o seu nervosismo.
Você queria prestar atenção na conversa, conhecer aquela pessoa, aproveitar o encontro. Mas o coração dispara e a vontade é de sair dali. Fica esperando a hora de voltar para casa.
Depois, alguém pode dizer que você foi bem. E você pensa: consegui, mas foi tão difícil que nem sei se quero passar por isso de novo.
Os dias passam. E você continua em casa.
Em casa, o medo diminui. Você pode até tentar se convencer de que é só o seu jeito, que prefere ficar na sua. Mas sente falta de ter alguém com quem sair. De conhecer uma pessoa e querer encontrá-la de novo.
Você olha em volta: teto, chão e parede. O computador ocupa o tempo. Passa uma semana, passa um mês. Quando você olha para trás, sente falta das coisas das quais não participou.
Se já foi humilhado ou tratado como alguém que não tinha importância, talvez ainda se lembre de cenas que as outras pessoas nem lembram. Ouvir que é frescura não faz essas lembranças deixarem de doer. A história de cada pessoa precisa ser ouvida, sem presumir que todo medo começou do mesmo jeito.
O que você quer não é apenas conseguir sair de casa e voltar contando que suportou. É poder se interessar por alguém, conversar e fazer planos dos quais também vai participar.
Da primeira conversa à revisão.
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Ligação
Uma ligação de cerca de 15 minutos, sem custo e sem compromisso. Você me conta o que está te incomodando, esclarece dúvidas e avaliamos se faz sentido trabalharmos juntos.
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Preparação
O primeiro encontro pago define a situação, o que você quer conseguir fazer e prepara o trabalho. Você escolhe entre 50 minutos sem experiência de hipnose ou 90 minutos com uma primeira experiência. Pode fazer somente essa consulta. Continuar é uma decisão posterior.
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Intervenção
Uma sessão individual de aproximadamente três horas, que inclui hipnose e aprofunda o trabalho definido na preparação. Depois da sessão, acompanho você durante 12 semanas.
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Revisão
Doze semanas depois da intervenção, comparamos como você lidava com a situação antes e como lida agora. Registramos o que mudou e o que permaneceu. A revisão encerra o processo.
Antes de decidir.
Preciso ter um diagnóstico para conversar?
Não. Você pode começar pelo que acontece e pelo que está te prejudicando. A ligação não é uma avaliação diagnóstica. Se houver necessidade de avaliação clínica, esse cuidado precisa ser feito com o profissional adequado.
A proposta é resolver a fobia social em uma sessão?
Não. As três horas descrevem a sessão da intervenção, não uma garantia de resultado ou de resolução de um diagnóstico. Há preparação, acompanhamento e revisão. A duração deste processo também não determina a duração de outro tratamento de que você precise.
Durante a hipnose eu perco o controle?
Você permanece consciente, participa e pode conversar comigo ou interromper a experiência. Não precisa aceitar algo contrário aos seus valores.
Posso continuar a terapia ou a medicação que já faço?
Não interrompa medicação ou acompanhamento por conta própria. Qualquer mudança precisa ser discutida com o profissional responsável. Se meu trabalho for adequado, também avaliamos a necessidade de alinhá-lo com esse cuidado.